uma vida pra cada ano.
A cada ano, expectativas
mais ou menos compridas,
mais ou menos cumpridas.
São trinta e um anos e poucas rugas.
Poucas, mas muito bem vividas,
marcadas no corpo não como feridas,
tingindo de branco meus longos fios de cabelo.
Trinta e um anos e três cicatrizes:
do carrinho que virou
do portal que despenquei
da primeira volta de mobilete que eu dei,
na garupa
Trinta e um e não mais trinta
de amigos feitos
de afetos perdidos
de sonhos reconstruídos
Diversas histórias em cada ano.
Muitas esquecidas,
outras selecionadas com cuidado que aprendo em terapia.
Ontem fui criança:
fui paquita da Xuxa,
joguei taco e basquete.
Já fui tiete de astro hollywoodiano e Fafá de Belém.
Queria tocar piano, hoje aprendo violão.
Fui atriz, bailarina e arquiteta.
Às vezes quero ser poeta; "Ora vejam só..." diria minha avó
fui o que eu quis.
E continuo.
Pra cada ano, uma vida.
Pra cada vida sou o que estou sendo.
Sou trinta e uma Camilas.
Trinta e um e não mais trinta
de amigos feitos
de afetos perdidos
de sonhos reconstruídos
Diversas histórias em cada ano.
Muitas esquecidas,
outras selecionadas com cuidado que aprendo em terapia.
Ontem fui criança:
fui paquita da Xuxa,
joguei taco e basquete.
Já fui tiete de astro hollywoodiano e Fafá de Belém.
Queria tocar piano, hoje aprendo violão.
Fui atriz, bailarina e arquiteta.
Às vezes quero ser poeta; "Ora vejam só..." diria minha avó
fui o que eu quis.
E continuo.
Pra cada ano, uma vida.
Pra cada vida sou o que estou sendo.
Sou trinta e uma Camilas.
Amei!!! Por um mundo com muito mais Camilas!!
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