Ultimamente, para mim, tudo parece motivo para um bom texto, mais pelo encantamento do objeto do que pela minha capacidade de escrever bem. Pelo menos eu tento. E isso já é um avanço.
Quase nunca sento em frente ao computador para desenvolver aquele assunto interessante que vinha pensando no ônibus ou na rua. Em casa a preguiça e o peso do trabalho me consomem. Mesmo assim as ideias ficam rodopiando em minha cabeça e a vontade de escrever sobre elas vai ganhando espaço. É tão forte que de vontade vira necessidade e, uma vez não satisfeita, acaba pesando como uma obrigação.
Sinto-me obrigada, então, a escrever sobre o que ainda não escrevi. É como se fosse uma maneira de aquietar as ideias, uma espécie de aviso: “olha, não me esqueci de vocês”.
Tenho anotado na agenda temas que gostaria de explorar. No computador reservo alguns textos pela metade. Todos esperam por um pouco de atenção.
Desejo realmente corresponder a tamanha expectativa, mas, como sempre, deixarei para depois. Dessa vez é o sono que me consome. Boa noite.