Se recordar é viver, vivo intensamente
da alvorada ao meio dia
até a última luz do poente.
E mesmo quando fecho os olhos
ao cair no sono
e me entrego a fantasias
descubro ao acordar que vivo de sonhos
daqueles repletos de melancolia.
Consumir-se nessa existência,
nesse estado febril que não passa,
não tem graça
e nem corpo que agüente.
Há lembranças feito corte:
ferida que demora pra cicatrizar.
Se viver é recordar,
assim desse jeito,
prefiro a morte.