ou a penúltima, de minhas casas queridas
foi-se. Não tarda aprender, a arte de perder."
(Elizabeth Bishop)
***
Procuro uma casa:
ampla, sol da manhã,
quintal com garagem,
dois andares ou mais
pra viver perto das nuvens.
Acabo de deixar minha antiga casa.
Não foi uma saída dramática
como quem é expulso, desapropriado,
como quem perde no leilão,
perdida no jogo.
Na verdade, não era minha propriedade,
mas nela habitava há alguns anos.
Já perdi outras casas, cada uma de um jeito.
Dessa vez o problema estava na estrutura e na vizinhança
- quase sempre hostil.
Tentei reformar, nada adiantou.
Conheci de perto a vizinhança e descobri que o meu perfil não combinava com o bairro.
Acabo de deixar minha antiga casa.
Não foi uma saída dramática
como quem é expulso, desapropriado,
como quem perde no leilão,
perdida no jogo.
Na verdade, não era minha propriedade,
mas nela habitava há alguns anos.
Já perdi outras casas, cada uma de um jeito.
Dessa vez o problema estava na estrutura e na vizinhança
- quase sempre hostil.
Tentei reformar, nada adiantou.
Conheci de perto a vizinhança e descobri que o meu perfil não combinava com o bairro.
Resolvi sair antes que a casa caísse.
Hoje meu teto são as estrelas
e nada é mais libertador do que fazer do mundo um lar.
Hoje meu teto são as estrelas
e nada é mais libertador do que fazer do mundo um lar.
Mas, ainda assim, gosto de casa:
quintal pra brincar,
flores pra pendurar no cabelo e
quarto para hospedar amigos de verdade.
Não precisa ser perfeita,
só não dispenso janelas pra sentir o sol.
quintal pra brincar,
flores pra pendurar no cabelo e
quarto para hospedar amigos de verdade.
Não precisa ser perfeita,
só não dispenso janelas pra sentir o sol.