O silêncio que enlouquece, um açoite.
Grito seu nome pra dentro de mim.
Passos que seguem outras direções,
agarro assim a lembrança de quando
a lua se fez sol.
Sua imagem surgindo na porta,
miragem no deserto da noite.
Voz que não escuto, distante.
Olhos que não enxergam o fim.
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Ave que canta
Ave que canta no domingo azul
me diga:
será outono, primavera?
Em que momento serei compreendida?
A boca é seca e o peito arde.
O sangue corre enquanto a dor cicatriza.
Ave que canta, me diga:
ainda há vida em alguma parte?
me diga:
será outono, primavera?
Em que momento serei compreendida?
A boca é seca e o peito arde.
O sangue corre enquanto a dor cicatriza.
Ave que canta, me diga:
ainda há vida em alguma parte?
Paralelas
Seguem meus passos por cima da reta.
Um, agora o outro.
Seguem nossas retas paralelas sem encontro.
Um atrás do outro.
Rio, 13/09/2016
Um, agora o outro.
Seguem nossas retas paralelas sem encontro.
Um atrás do outro.
Rio, 13/09/2016
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