Tudo faz sentido agora.
A busca incessante de algo que ainda não sei.
A casa pouco a pouco vazia.
O beijo na varanda e o adeus -
lembranças de tempos com gosto de sol.
O cheiro de café das auroras.
Mesa farta das férias em família.
Festa na cidade, carnavais,
ciranda e maresia.
Escuto o silêncio de minha avó,
vejo sua dura e doce fisionomia.
Piso no chão firme de minhas memórias
que tingem meus pés de vermelho.
Deslizo a mão sobre a parede dos meus sonhos
pintada de branco com beirais azuis.
Ainda não sei aonde estou,
mas me encontro nos labirintos
das ruas de pedras dessa cidade.