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quinta-feira, 8 de outubro de 2015
domingo, 5 de julho de 2015
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Otto Meu mundo
"O desejo é um tempo parado
É quando se trocam as datas dos bichos e das flores
É quando aumenta a rachadura da velha parede
É quando se vira a folha, a folha da história
É quando se pinta um fio branco na cabeleira preta
É quando se endurece o rastro de sorriso
No canto dos olhos
Eu sei que a viagem é longa
A voz vai e vem
Você ta aí?
Você ta aí?
Ei, você está aí?
Vontade de abraçar o infinito"
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
A arte de perder - Elizabeth Bishop
A arte de perder não tarda aprender;
tantas coisas parecem feitas com o molde
da perda que o perdê-las não traz desastre.
Perca algo a cada dia. Aceita o susto
de perder chaves, e a hora passada embalde.
A arte de perder não tarda aprender.
Pratica perder mais rápido mil coisas mais:
lugares, nomes, onde pensaste de férias
ir. Nenhuma perda trará desastre.
Perdi o relógio de minha mãe. A última,
ou a penúltima, de minhas casas queridas
foi-se. Não tarda aprender, a arte de perder.
Perdi duas cidades, eram deliciosas. E,
pior, alguns reinos que tive, dois rios, um
continente. Sinto sua falta, nenhum desastre.
- Mesmo perder-te a ti (a voz que ria, um ente
amado), mentir não posso. É evidente:
a arte de perder muito não tarda aprender,
embora a perda - escreva tudo! - lembre desastre.
A arte de perder não tarda aprender;
tantas coisas parecem feitas com o molde
da perda que o perdê-las não traz desastre.
Perca algo a cada dia. Aceita o susto
de perder chaves, e a hora passada embalde.
A arte de perder não tarda aprender.
Pratica perder mais rápido mil coisas mais:
lugares, nomes, onde pensaste de férias
ir. Nenhuma perda trará desastre.
Perdi o relógio de minha mãe. A última,
ou a penúltima, de minhas casas queridas
foi-se. Não tarda aprender, a arte de perder.
Perdi duas cidades, eram deliciosas. E,
pior, alguns reinos que tive, dois rios, um
continente. Sinto sua falta, nenhum desastre.
- Mesmo perder-te a ti (a voz que ria, um ente
amado), mentir não posso. É evidente:
a arte de perder muito não tarda aprender,
embora a perda - escreva tudo! - lembre desastre.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
A Ostra e o Vento
O mar, do além, ordenou suas ondas a me chamar.
Insistente, num falso remanso, esconde de mim a tormenta
que tanto temeu antigos navegantes.
Digo ao mar: conheço tuas histórias, não tente me iludir.
Entretanto, conheces as minhas?
Sabes dos monstros que habitam essas terras?
Atenta, observo o chamado das ondas
e penso que a terra já não é suficiente pro meu passo errante.
Mergulho fundo e vou seguindo pelo mar
atrás do canto da sereia.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
11º MANDAMENTO: NÃO DESAPAREÇA NO PASSADO
Eu nunca errei em amar, posso ter errado o destino de meu amor.
Não darei ao passado minha personalidade, minha paixão, meu temperamento, minha esperança.
Não desisto de minha alegria porque alguém não entendeu antes. Não desisto de minha ingenuidade porque alguém não me cuidou antes. Não desisto de minha coragem porque alguém se acovardou antes. Não desisto de mim porque já sofri antes. Amar é continuar sendo até acertar a companhia.
Fabrício Carpinejar
Eu nunca errei em amar, posso ter errado o destino de meu amor.
Não darei ao passado minha personalidade, minha paixão, meu temperamento, minha esperança.
Não desisto de minha alegria porque alguém não entendeu antes. Não desisto de minha ingenuidade porque alguém não me cuidou antes. Não desisto de minha coragem porque alguém se acovardou antes. Não desisto de mim porque já sofri antes. Amar é continuar sendo até acertar a companhia.
Fabrício Carpinejar
terça-feira, 9 de setembro de 2014
domingo, 13 de julho de 2014
sábado, 28 de junho de 2014
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de julho de 2012
domingo, 3 de junho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Aninha e suas pedras - Cora Coralina

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
domingo, 27 de novembro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
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