11º MANDAMENTO: NÃO DESAPAREÇA NO PASSADO
Eu nunca errei em amar, posso ter errado o destino de meu amor.
Não darei ao passado minha personalidade, minha paixão, meu temperamento, minha esperança.
Não desisto de minha alegria porque alguém não entendeu antes. Não desisto de minha ingenuidade porque alguém não me cuidou antes. Não desisto de minha coragem porque alguém se acovardou antes. Não desisto de mim porque já sofri antes. Amar é continuar sendo até acertar a companhia.
Fabrício Carpinejar
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
terça-feira, 9 de setembro de 2014
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Gestos
A mão desliza sobre o rosto de duras feições,
feições que dizem algo que não se pode decifrar,
só mesmo com palavra falada.
A palavra sentida (angústia que carrego no peito)
agarra com garras afiadas a garganta
tão arranhada,
e fica presa num nó;
transmutando-se em voz muda,
calada.
O rosto roça a barba mal aparada
como que implorando:
diga o que não consigo perguntar!
Olhos alheios, duas jabuticabas maduras,
permanecem inertes
(e a ideia fixa de ver alguém que quer partir).
Banquete de ilusões sob o frio sereno da madrugada.
Se nada é dito, sobram gestos.
Generosos beijos e carícias de quem ama
e deseja ser amada.
feições que dizem algo que não se pode decifrar,
só mesmo com palavra falada.
A palavra sentida (angústia que carrego no peito)
agarra com garras afiadas a garganta
tão arranhada,
e fica presa num nó;
transmutando-se em voz muda,
calada.
O rosto roça a barba mal aparada
como que implorando:
diga o que não consigo perguntar!
Olhos alheios, duas jabuticabas maduras,
permanecem inertes
(e a ideia fixa de ver alguém que quer partir).
Banquete de ilusões sob o frio sereno da madrugada.
Se nada é dito, sobram gestos.
Generosos beijos e carícias de quem ama
e deseja ser amada.
domingo, 13 de julho de 2014
sábado, 28 de junho de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Diálogo Noturno
No quarto, com a casa vazia, a dor me espreme
“Por onde andava? Estava sumida” – eu pergunto.
E ela diz “por aí...”
Volto ao trabalho, penso nos prazos,
tento arrumar um assunto.
E ela, um rio silencioso que corre perene,
sussurra irônica ao pé do ouvido:
- viva e seja feliz, mesmo sabendo que habito em ti.
“Por onde andava? Estava sumida” – eu pergunto.
E ela diz “por aí...”
Volto ao trabalho, penso nos prazos,
tento arrumar um assunto.
E ela, um rio silencioso que corre perene,
sussurra irônica ao pé do ouvido:
- viva e seja feliz, mesmo sabendo que habito em ti.
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