sábado, 28 de junho de 2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Diálogo Noturno

No quarto, com a casa vazia, a dor me espreme
“Por onde andava? Estava sumida” – eu pergunto.
E ela diz “por aí...”
Volto ao trabalho, penso nos prazos,
tento arrumar um assunto.
E ela, um rio silencioso que corre perene,
sussurra irônica ao pé do ouvido:
- viva e seja feliz, mesmo sabendo que habito em ti.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

domingo, 29 de setembro de 2013



"E eu voltei no curso
Revi o meu percurso
Me perdi no leste
E a alma renasceu
Com flores de algodão
No coração do agreste
Quando eu morava aqui
Olhava o mar azul
No afã de ir e vir
Ah! Fiz de uma saudade
A felicidade pra voltar aqui"

domingo, 11 de agosto de 2013

Trinta e uma Camilas

São trinta e um anos de vida:
uma vida pra cada ano.
A cada ano, expectativas
mais ou menos compridas,
mais ou menos cumpridas.

São trinta e um anos e poucas rugas.
Poucas, mas muito bem vividas,
marcadas no corpo não como feridas,
tingindo de branco meus longos fios de cabelo.

Trinta e um anos e três cicatrizes:
do carrinho que virou
do portal que despenquei
da primeira volta de mobilete que eu dei, 
na garupa

Trinta e um e não mais trinta
de amigos feitos
de afetos perdidos
de sonhos reconstruídos

Diversas histórias em cada ano.
Muitas esquecidas,
outras selecionadas com cuidado que aprendo em terapia.

Ontem fui criança:
fui paquita da Xuxa,
joguei taco e basquete.
Já fui tiete de astro hollywoodiano e Fafá de Belém.
Queria tocar piano, hoje aprendo violão.
Fui atriz, bailarina e arquiteta.
Às vezes quero ser poeta; "Ora vejam só..." diria minha avó
fui o que eu quis.

E continuo.

Pra cada ano, uma vida.
Pra cada vida sou o que estou sendo.
Sou trinta e uma Camilas.