domingo, 13 de julho de 2014
sábado, 28 de junho de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Diálogo Noturno
No quarto, com a casa vazia, a dor me espreme
“Por onde andava? Estava sumida” – eu pergunto.
E ela diz “por aí...”
Volto ao trabalho, penso nos prazos,
tento arrumar um assunto.
E ela, um rio silencioso que corre perene,
sussurra irônica ao pé do ouvido:
- viva e seja feliz, mesmo sabendo que habito em ti.
“Por onde andava? Estava sumida” – eu pergunto.
E ela diz “por aí...”
Volto ao trabalho, penso nos prazos,
tento arrumar um assunto.
E ela, um rio silencioso que corre perene,
sussurra irônica ao pé do ouvido:
- viva e seja feliz, mesmo sabendo que habito em ti.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
Trinta e uma Camilas
São trinta e um anos de vida:
uma vida pra cada ano.
A cada ano, expectativas
mais ou menos compridas,
mais ou menos cumpridas.
São trinta e um anos e poucas rugas.
Poucas, mas muito bem vividas,
marcadas no corpo não como feridas,
tingindo de branco meus longos fios de cabelo.
Trinta e um anos e três cicatrizes:
do carrinho que virou
do portal que despenquei
da primeira volta de mobilete que eu dei,
uma vida pra cada ano.
A cada ano, expectativas
mais ou menos compridas,
mais ou menos cumpridas.
São trinta e um anos e poucas rugas.
Poucas, mas muito bem vividas,
marcadas no corpo não como feridas,
tingindo de branco meus longos fios de cabelo.
Trinta e um anos e três cicatrizes:
do carrinho que virou
do portal que despenquei
da primeira volta de mobilete que eu dei,
na garupa
Trinta e um e não mais trinta
de amigos feitos
de afetos perdidos
de sonhos reconstruídos
Diversas histórias em cada ano.
Muitas esquecidas,
outras selecionadas com cuidado que aprendo em terapia.
Ontem fui criança:
fui paquita da Xuxa,
joguei taco e basquete.
Já fui tiete de astro hollywoodiano e Fafá de Belém.
Queria tocar piano, hoje aprendo violão.
Fui atriz, bailarina e arquiteta.
Às vezes quero ser poeta; "Ora vejam só..." diria minha avó
fui o que eu quis.
E continuo.
Pra cada ano, uma vida.
Pra cada vida sou o que estou sendo.
Sou trinta e uma Camilas.
Trinta e um e não mais trinta
de amigos feitos
de afetos perdidos
de sonhos reconstruídos
Diversas histórias em cada ano.
Muitas esquecidas,
outras selecionadas com cuidado que aprendo em terapia.
Ontem fui criança:
fui paquita da Xuxa,
joguei taco e basquete.
Já fui tiete de astro hollywoodiano e Fafá de Belém.
Queria tocar piano, hoje aprendo violão.
Fui atriz, bailarina e arquiteta.
Às vezes quero ser poeta; "Ora vejam só..." diria minha avó
fui o que eu quis.
E continuo.
Pra cada ano, uma vida.
Pra cada vida sou o que estou sendo.
Sou trinta e uma Camilas.
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