O mar, do além, ordenou suas ondas a me chamar.
Insistente, num falso remanso, esconde de mim a tormenta
que tanto temeu antigos navegantes.
Digo ao mar: conheço tuas histórias, não tente me iludir.
Entretanto, conheces as minhas?
Sabes dos monstros que habitam essas terras?
Atenta, observo o chamado das ondas
e penso que a terra já não é suficiente pro meu passo errante.
Mergulho fundo e vou seguindo pelo mar
atrás do canto da sereia.
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