Em todo espaço meu grito não cabe.
Minha garganta não mais se irrita
com o disco arranhado.
Virei o lado;
quem sabe, outra vez,
possa eu entoar um samba?
Mas você insiste, ressurge
e me desordena num choro engasgado.
Dia após dia, o velho lamento
dos desencontros à falta de tempo,
das escolhas tristes do nosso passado.
No fim, o que arranha é o não dito.
Se a vontade de soltar um grito
não cala, agora escrevo:
– saudade!
Putz. Senti. Doeu. Saudade tb de vc.
ResponderExcluir=)
ResponderExcluiràs vezes não dá pra guardar.
beijo, querida!