Hoje em dia parece insulto dizer que ama e querer viver o amor
Mas eu digo: insisto no amor,
pois a vida só faz sentido quando ele se manifesta
e ele só se manifesta quando tem permissão
Não quero me perder no nevoeiro de pessoas voláteis
- sigo tateando devagar o meu caminho.
Se disser que não tropeço, estarei mentindo.
Contudo, tenho uma estratégia para não me desligar do amor:
amarro uma linha invisível em cada abraço, em cada beijo,
(cada gesto suave eu guardo)
e sempre sei por onde voltar quando preciso.
Fico me perguntando como chegamos ao ponto de tamanho desapego.
O que aconteceu com todos os poemas? Não são mais lidos?
E as serenatas, não são mais cantadas?
A lua é menos admirada?
Repito: eu insisto, e digo
“Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você”
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