Se recordar é viver, vivo intensamente
da alvorada ao meio dia
até a última luz do poente.
E mesmo quando fecho os olhos
ao cair no sono
e me entrego a obscuras fantasias
descubro ao acordar que vivo de sonhos
daqueles repletos de melancolia.
Consumir-se nessa existência ardente,
nesse estado febril que não passa,
não tem graça
e nem corpo que agüente.
Há lembranças feito corte:
ferida que demora pra cicatrizar.
Se viver é recordar,
assim desse jeito,
prefiro a morte.
Mas e se a vida não fosse isso?
ResponderExcluir"Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer...
Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!...
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor..."
Lembrei dessa música do vinicius
É difícil pra mim dizer isso: Mas a vida sobretudo! Ainda que nessas condições...
ResponderExcluirMoema diria: A morte ainda que nessas condições, pois ela foi até as últimas consequências.
Sua rimã que coleciona algumas memórias desse tipo, concorda com Ludmila: "a manhã de um novo amor", pelo menos um soluço no meio das tormentas.
Beijo, Poeta! Que a força esteja com você!!! rsrsrsr, Nini.
O texto me lembrou "A Via Láctea" de Renato Russo,
ResponderExcluirquando ele dez : "e essa febre que não passa, e meu sorriso sem graça, não me dê atenção, mas obrigado por pensar em mim..."
Escreves lindamente amiga!